PROGNÓSTICOS
Nas
madrugadas em mornança
Vejo em minhas lembranças
Sombras nas tardes morosas
Quando o sol se alongava
Atrás de um prédio cinzento
De aspecto corpulento
Que obumbrava o quintal...
Fazendo as estrelas surgirem
Dando ouvidos ao ladrar
De um cão modorrento
Que agoirava o destino
Pra mim... menino sofrido
Abandonado... esquecido
Naquelas varandas fatais.
Roberto
Stavale
São
Paulo, 02/2000.-
Livro: "Metáforas"
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