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MENINA
MULHER
Na casa azulada da
esquina sombria
Entrava e saía esquecendo de mim
Lá dentro ficavam os meus pensamentos
Junto aos vícios... menina mulher
Na casa azulada olhava o pecado
Em forma enganosa dos olhos em viés
Tremente buscava ofegantes teus seios
Teu corpo vendido... menina mulher
Na casa azulada deixei sentimentos
Ressentimentos da oblação
Que... em querer esqueci da conquista
Sem mágoas profundas... menina mulher
Da casa azulada restou devaneio
Ilusão da conduta... serôdia... em fim
Nos dias e nas horas eu inda pergunto
Por onde andarás... menina mulher...
Roberto
Stavale
São
Paulo, 10/1989.-
Livro:
" Murmulhos "
