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NÃO
ACEITAR
De madrugada
quando a lua espia
Sedosas tranças... anelos despejados
Num turbilhão de flores e magias
Eu fito a ti com os olhos marejados...
De madrugada quando a lua espia...
Teus alvos seios... que no ar transluzem
Pecado oculto em querer beijá-los
Os meus anseios ao fervor conduzem
Discretamente sem querer magoá-los...
Teus alvos seios... que no ar transluzem...
Assim quedamos na inquietação das almas
Que gêmeas unem-se num compromisso raro
Acme em tresvario... quando a matina calma
Nos acoberta... orando sob um pálio...
Assim quedamos na inquietação das almas...
Menina santa... os teus olhos dizem
Para esquecer... a noite dos desejos
Mas eu suplico... que os venenos fiquem
Pra fenecer... porque assim enteço...
Menina santa... os teus olhos dizem...
Mas... não aceito o teu olhar... Helena
Em não prezar o aconchego cálido
Como olvidar promessas... e os poemas
Enunciados pelos tredos falsos...
Eu... não aceito o teu olhar... Helena.
Roberto Stavale
Itanhaém, 07/1971.-
Livro: "Metáforas"
