DESTRUIÇÃO


Vi meu sobrado em retalhos
E, seus tijolos caídos
Seu beiral... telhado... espírito
De ocre barrento... escorrido
Das paredes... só vi pó...
Que até hoje respiro
Nas mágoas que carreguei
Pelo portão destruído
Que antes era o juízo
Separando o que não tem...
Mas... vendo a casa ruída
Que dor... e... que agonia
Levei pra rua tranqüila
Pensando... em... mais ninguém.



Roberto Stavale
São Paulo, 01/2000.-

Livro: "Metáforas"