SIBILOS
Lembro
do apito delével
Assombrando as serranias
Todas às vezes que soava
Partia com alguém... saudades
Trazia... ilusões... fantasias...
O silvo chiando em fumaças
Inda hoje eu escuto
Traz-me o ser espoliado
Leva-me ao abstruso
Tempo que induzia...
O menino que intrínseco
Percorreu sobre os dormentes
Daqueles trilhos... estradas
Onde o vapor azulava
E, os sibilos sumiam...
Roberto Stavale
São Paulo, 02/2000.-
Livro: "Metáforas"
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