VELHO CAMINHO DAS INUTILIDADES


Uauás, eu os procuro aflito
Lampírios meus onde escondeis...
O luzido que nas noites busco
Junto das moscas-de-fogo o brilho
Quando iluminavam o velho caminho
Disposto e posto a tantas pegadas
Que sobrepostas por outras pisadas
Foram abandonadas no quintal dos vícios...

E, no entra e sai dos espaços perquiro
A claridade do sol... na realidade
Das trevas, os raios e os pirilampos...
Ascendem e iluminam o instante
Que das esquinas eu me procurava...
Nos alongamentos dos meus pensamentos
Dispersos... perdidos nos sentimentos lúbricos
Que de traz da mente pretendem o adiante
Obstinados e cálidos como a virgem impura
Que debalde procura a sua castidade.



Roberto Stavale
São Paulo, 07/1998.-
Livro: "Manobras Na Noite"