MEDITAÇÕES


Era noite... nem uma estrela tremeluzia
Estavam às esconsas... na cerração do sentido
No escuro breu... da madrugada fria
Eu...meditava... a transfiguração da vida
O que passou... porque... ao acaso
Foi o destino... tino... ou o desatino
Que me levaram ao negror do ego
Rarefeito pelos acontecidos...
Assim... vejo o findar... como nas preces
As quais elevo aos deuses da sabedoria rara
Que ao se expor ao tempo... do temporal mundano
É querer a cruz... mesmo internado
Através da expiação... onde a febre crassa
E... rasga a alma flagelada em tentos
Do ajustamento... ajuizamentos castos
Que nas trevas piscam... tirando-me o juízo.



Roberto Stavale
São Paulo, 02/2000.-
Livro: "Metáforas"