DESPERCEBIMENTO

Eu sou o vento... e sou o tempo
Trago os relógios bem escondidos
Cada ponteiro... cada minuto
São dois fatores despercebidos...
Um... objeto... outro... abstrato
Velhos retratos sem negativos
Eu sou as crases... sou as cedilhas
Das cartas mortas... envelhecidas
Eu sou o senso e o censor
Da realidade comprometida
Eu sou o carma também a cruz...
Que carregaste despercebida...



Roberto Stavale
São Paulo, 12/1998.-
Livro: "Murmulhos"