VIVO SEM VER-TE


No circumurado
Do quintal que vivo
Senhor da chave
Mas enclausurado,
É quase noite
Meu lampião arqueja
No lusco-fusco
O lume não clareia
A tudo enxergo
Menos a ti...
Que faço?
Brincar de ver-te
Faço há tempo
Quando te ocultas
Na realidade
E, eu folio
De esconde-esconde
Dissimulando
A dor da saudade.



Roberto Stavale
São Paulo, 04/1996.-
Livro: "Manobras Na Noite"