VIGÍLIA


No horizonte purpúreo
Onde as sombras se alongam
O mar... um cinza evasivo
Na mata o som não ecoa,
Neste momento soberbo
Quando o sol se esconder
Espero a primeira estrela
E quando ela vier...
Iniciarei a vigília
De mais uma noite aguerrida
Nos grilhões que prendem a vida
Prendendo a vida em você.


Roberto Stavale
Itanhaém, 01/1965.-
Livro: "Manobras Na Noite