MERAS ILUSÕES
Os
boitatás... lobisomens...
Que da janela olhavam
As imaginações e martírios
Naquele quarto apertado
Com dois retratos pregados
Olhando atemorizados.
Abantesmas que surgiam
Nas madrugadas abafadas
Eram as cucas... papa-figos
Que pela varanda andavam...
Cantados em contos e delírios
Deixando o menino assustado.
Mas... os manjaléus que chamaram
Nas noites em que os trovões...
Ribombavam distantes
Intimando inconsistentes
Pois o medo de tremente
Virou apenas... ilusões.
Roberto
Stavale
São
Paulo, 12/1983.-
Livro: "Murmulhos"
